14 dezembro 2006

Aprendendo...

Saber-se insuficiente multiplica a dor quando há também a certeza da total entrega, quando se acreditou, compartilhou, confiou achando que poderia ser diferente, especial, pra sempre.
Entregar-se é bom, mas quando alguém está pronto para acolher-te verdadeiramente é melhor.
Perder-se pode ser muito bom, mas quando há alguém para encontrar-te é que vale a pena.
É por isso que, depois de alguma decepção a gente acha que os sinais não devem ser ignorados, mas não seria paranóico dar razão a qualquer sinal?
Talvez precisemos estar atentos à repetição das sensações, afinal o resultado de várias situações remete-nos a um instante mínimo de intuição. Medir as palavras, pisar em cascas de ovos, andar abraçado à cautela já não são apenas atitudes preventivas, mas também de preservação do eu, pois quem queimou a língua uma vez não esquece de soprar à sopa.
Amar é muito bom, mas você vai aprendendo que não existem dias, locais ou ocasiões e sim aquela pessoa que faz qualquer momento ser mágico, insubstituível, inesquecível. É quando o ontem, o agora e o amanhã tornam-se muito pouco para viver tamanho sentimento...


28 novembro 2006

Volvendo...


Eita correria boa de final de ano, apesar de estar de férias da faculdade, haja trabalho para ocupar meu tempo, mas não posso deixar de passar por aqui, sinto falta quando não posto, apesar de não estar escrevendo, mas logo estarei 'totalmente' de férias... rs... e aí sim quero dedicar-me mais à minha arte.
Comecei algo, há algumas semanas, transformou-se nisto que posto para vocês hoje... espero que gostem.

Sede literária - Vânia Sousa

A sede do meu ser não cessa,
anda desidratada da saliva dos poetas:
líquido escorrido que em vermelho expressa
o sangue pulsante da veia poética.

Esfomeada arte, não satisfeita,
desnutrida pela reles rima que é feita,
quer o talho da carne dilacerada
expondo o corpóreo sentido na palavra.

Subvertendo entre linhas desconexas
tateando carícias em páginas entreabertas
ouvem-se súplicas à quintessência do poeta.

Essência-seiva que deveras alimenta
jorra em minha’lma que de ti anda sedenta
devolve-me à era da literária cadência...

Despeço-me com gosto de quero mais e de uma breve ausência. Beijo a todos!

16 novembro 2006

Desejo...


Nalgum lugar – Zeca Baleiro

Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a primavera abre
tocando sutilmente, misteriosamente a sua primeira rosa.

Ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente, de repente
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

Não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas...

Restinho de semana, que a sexta-feira chegue logo!!! E a todos, lindos dias!

12 novembro 2006

Posterior...


"Todos devem deixar algo para trás quando morrem: um filho, um livro, um quadro, uma casa ou parede construída, um par de sapatos. Ou um jardim. Algo que sua mão tenha tocado de algum modo, para que sua alma tenha para onde ir quando você morrer. E quando as pessoas olharem para aquela árvore ou aquela flor que você plantou, você estará ali. Não importa o que você faça, desde que transforme alguma coisa, do jeito que era antes de você tocá-la, em algo que é como você depois que suas mãos passam por ela.
A diferença entre o homem que apenas apara gramados e um verdadeiro jardineiro está no toque. O aparador de grama podia muito bem não ter estado ali; o jardineiro estará lá durante uma vida inteira".

Trecho do livro Fahrenheit 451

A todos, uma excelente semana!!!

07 novembro 2006

Divagações...

Final de semana, reencontro dos amigos, papo-cabeça e algumas reflexões intrigantes. Gosto muito de ouvir as divagações de meus amigos, mas na hora só consigo ouvir. As palavras entram em mim, reverberam-me o corpo todo, parece um remédio que você toma e tem de esperar o efeito, depois de algum tempo elas voltam e formula-se então minha opinião. O que mais intrigou-me foi uma questão: "Qual o sentido da vida?", ao que minha amiga afirma que a vida não tem nenhum sentido.
Eu concordo. Sentido lógico a vida não tem mesmo: a gente nasce e ninguém sabe como, cresce aprendendo a viver e morre também sem saber para onde vamos ou o que será de nós, não gosto de pensar que simplesmente deixaremos de existir, mas também é complicado pensar que voltaremos como alguma florzinha, um animalzinho, uma pedra ou até mesmo alguma outra pessoa. Nem sei o que prefiro pensar, mas tem gente que ignora, não é? Nem pensa sobre isso. Mas a morte é um fato inerente à vida, todos passaremos por isso (ou estagnaremos aí), não temo o que virá, é apenas uma curiosidade.
Mas, quanto ao sentido da vida, se ele existe ou não, para mim não faz diferença, a vida é o que temos, sabemos o que nos dá prazer e acho que buscar o que nos faz bem pode ser tido como uma meta, mesmo que ao final, nada disso tenha um sentido prático ou lógico, no entanto, teremos sido felizes, terá sido bom, e é isso o que importa.

01 novembro 2006

Gato pra puxar pelo rabo...

Vem - Vanessa da Mata

Vem
Que eu sei que você tem vontade
que eu sei que você tem saudade de mim
antes que haja enfermidade
que eu não me recupere

Mas
Se decidir fazer surpresa
deixei as chaves embaixo do xaxim
comprei os doces que devora
acho que agora não vai resistir

Um espelho pra sua vaidade
dossel, pena de ganso,
é quase um romance
desligue nossos celulares
três dias pra um começo, vem...

Vem
Que eu sei que você tem vontade
eu sei que você tem saudade de mim
antes que haja enfermidade
que eu me desespere...

A todos um ótimo feriadão!!!

30 outubro 2006

Cumpleaños feliz...


Mais um ano que se passa e durante esse período mais uma infinidade de aventuras e experiências para relembrar por toda a vida.
Agradeço aos meus pais, ao meu irmão e minha cunhada, aos meus amigos que estiveram comigo ontem, comemorando adiantado essa data especial, a todos os outros amigos que não puderam e não poderão vir, mas lembram-se e mandam suas energias positivas, tornando ainda mais animada esta data especial.

O fato é que, hoje sim é que fico mais velha, aliás, mais velha não, mais “tudo”! Mais experiente, mais agradecida, muito mais amiga e companheira...
Em especial um abraço à amiga que deixa muitas saudades, principalmente ontem quando estive reunida com as meninas: Elaine (Bô), vê se volta logo e enquanto está aí continue rezando por nós.
E a uma pessoa muito especial também que encontra-se no sul desse nosso país: saudade!!!
Parabéns aos amigos: Klleiton (29/10), Rosana (30/10) e Mariana (31/10) que também estão envelhecendo...hahaha
Beijos a todos e uma ótima semana.

26 outubro 2006

No embalo...

Tenho ouvido muito Falamansa, esse som me lembra muita coisa boa: praia, amigos, diversão...
Acho que estou com saudade da vida baileira, praieira, etc...rs

Oh! Chuva - Falamansa

Você que tem medo de chuva
você não é nem de papel
muito menos feito de açúcar
ou algo parecido com mel

Experimente tomar banho de chuva
e conhecer a energia do céu
a energia dessa água sagrada
que nos abençoa da cabeca aos pés

Oh! chuva
eu peço que caia devagar
só molhe esse povo de alegria
para nunca mais chorar.

E depois da chuva...

A todos um ótimo final de semana que promete, porque afinal de contas, segunda-feira será um dia especial...rs

21 outubro 2006

Sublime...

Para iluminar o final de semana e desejar que tudo seja leve, compartilho um pouco da arte que me transmite calmaria em tempos de aflição:


O segredo do futuro - Madredeus

O segredo do futuro,
É o amor
Um amor sublime e puro,
O belo amor
Só o amor
Resolve tudo numa esperança maior

Sem amor
O que foi grande é já menor
Sem amor
O que era bom ficou pior
Só o amor
Resolve tudo e traz a esperança até nós

Eu vejo o tempo a passar muito depressa

E ao longe essa esperança
Que sinto apagar
Chamou por mim
Para eu a chamar

A idéia de amor
Aconteceu
na estrada da Terra até ao Céu
A ideia de amor não se perdeu
E devolveu tudo o que se deu
A chave do futuro é dar de novo amor
A todo o "outro"...
O "outro" que és tu, e ele, e eu,
A sós neste mundo.

Tenham um ótimo final de semana.

18 outubro 2006

Inferno astral...

Nem acho que vale à pena conhecer, porque depois que fiquei sabendo o que era já é o segundo ano consecutivo que passo por ele...


Mas vai passar...

11 outubro 2006

Calafrio...

Finalmente chegou o feriadão! Pena não ter nada interessante para fazer nesses dias além de estudar, tenho de devorar em apenas duas semanas o conteúdo que deixei para ver na última hora, antes de um concurso que prestarei. Boa sorte pra eu...rs
Por outro lado, eu sabia que ainda teria uma esperançazinha no fim do túnel...rs...foi tão interessante mesmo com toda a certeza, sentir um calafrio ao perceber o contato. Agora só resta colocar os pingos nos is e ver como prossegue o barquinho pelo mar da vida...



Enchantagem - Paulo Leminski

de tanto não fazer nada
acabo de ser culpado de tudo

esperanças, cheguei
tarde demais como uma lágrima

de tanto fazer tudo
parecer perfeito
você pode ficar louco
ou para todos os efeitos
suspeito
de ser verbo sem sujeito

pense um pouco
beba bastante
depois me conte direito

que aconteça o contrário
custe o que custar
deseja
quem quer que seja
tem calendário de tristezas
celebrar

tanto evitar o inevitável
in vino veritas
me parece
verdade

o pau na vida
o vinagre
vinho suave

pense e te pareça
senão eu te invento por toda a eternidade


E não se esqueça: "Quando essa boca disser o seu nome, venha voando, mesmo que a boca só diga seu nome de vez em quando"...

08 outubro 2006

Bom começo...

Um ótimo começo de semana a todos...

Fusión - Jorge Drexler

¿Dónde termina tu cuerpo y empieza el mío?
A veces me cuesta decir.
Siento tu calor, siento tu frío,
me siento vacío si no estoy dentro de tí.

¿Cuánto de esto es amor? ¿Cuánto es deseo?
¿Se pueden, o no, separar?
Si desde el corazón a los dedos
no hay nada en mi cuerpo que no hagas vibrar.

¿Qué tendrá de real esta locura?
¿Quien nos asegura que esto es normal?
Y no me importa contarte
que ya perdí la mesura
que ya colgué mi armadura en tu portal.

Donde termina tu cuerpo y empieza el cielo
no cabe ni un rayo de luz.
¿Que fue que nos unió en un mismo vuelo?
¿Los mismos anhelos?
¿Tal vez la misma cruz?

¿Quien tiene razón?
¿quien está errado?
¿Quien no habrá dudado de su corazón?
Yo sólo quiero que sepas:
no estoy aquí de visita,
y es para ti que está escrita esta canción

06 outubro 2006

Se chove lá fora...

Soneto de separação - Vinicius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

E de repente o que era leve tornou-se pesado e até mesmo o dia amanhece carregado, exatamente como o coração. E é preciso agir, como a própria natureza. Não é suficiente apenas observar o céu desaguando, por vezes derramar algumas lágrimas também é necessário. Assim como na natureza a chuva tem seu papel de renovação durante seus ciclos, no homem o ato de chorar é capaz de renovar o espírito, aclarar as idéias, descarregar as mágoas...
Mesmo numa fase não muito boa, não podemos deixar essa tristeza tomar conta de tudo. Tenho ciência de que é passageiro e que, muito em breve, tudo estará bem, muito melhor do que fora antes.

prantos sentidos
lágrimas e pingos
no rosto e no vidro

29 setembro 2006

Só tenho a dizer...

O rio - Ana Carolina

Eu vou atravessar o rio a deslizar
Que me separa de você
O tempo atravessa em meu lugar
E deixo pra depois o que eu tinha que fazer
O destino aceito sem dizer sim ou dizer não
Sem entender
E fica a sensação de saber exatamente porque menti
Eu sei de onde vim e pra onde irei
Mas com você eu fico sem saber onde estou

Nós dois que sequer nos parecemos
E não cabemos num mesmo espelho
Mas nos olhamos toda manhã
A ferrugem mesmo pouca
Corrói os trilhos
As ruas nos atravessam
Sem olhar pro lado
Estou em você
E fica a sensação de saber exatamente porque menti
Eu sei de onde vim e pra onde irei
Mas com você eu fico sem saber onde estou

Eu vou atravessar o rio a deslizar
Que me separa de você

Se a Ana não gritasse tanto seria uma música para ouvir no último volume...

A todos um ótimo final de semana e votem conscientes!!!

27 setembro 2006

Poesia por companhia...

Hoje amanheci saudosa... uma saudade nem sei bem do quê!
Desconfio que preciso de atenção!!!...rs
Vou procurar seguir o conselho de Pessoa:


Para momentos indefinidos assim, nada melhor que a poesia, que é sempre uma perfeita companhia...

Na messe, que enlourece, estremece a quermesse...
O sol, o celestial girassol, esmorece...
E as cantilenas de serenos sons amenos
Fogem fluidas, fluindo à fina flor dos fenos...

As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves.

Flor! enquanto na messe estremece a quermesse
E o sol, o celestial girassol esmorece,
Deixemos estes sons tão serenos e amenos,
Fujamos, Flor! à flor destes floridos fenos...

Soam vesperais as Vésperas...
Uns com brilhos de alabastros,
Outros louros como nêsperas,
No céu pardo ardem os astros...

Como aqui se está bem! Além freme a quermesse...
– Não sentes um gemer dolente que esmorece?
São os amantes delirantes que em amenos
Beijos se beijam, Flor! à flor dos frescos fenos...

(Excerto de "Um Sonho", Poema de Eugênio de Castro)

22 setembro 2006

Primavera...

Eis que chega a esperada sexta-feira e com ela a serenidade que ameniza uma semana turbulenta. Refletir sobre todos os documentos perdidos com a HD ainda incomoda, mas hoje não é dia de pensar sobre isso, ao contrário, é dia de agradecer, louvar a graciosidade da vida em cada detalhe, a dádiva de ter sempre as amigas ao redor, a sorte de um amor tranqüilo, que mesmo distante preenche o peito. De quebra, para fechar com chave de ouro o dia de hoje, nada melhor que reunir-se com as amigas e rir, desperdiçar horas jogando conversa fora, porque nem todo mundo é de ferro e merecemos certas besteirinhas para tornar mais leve a nossa vida.
E foi com esse espírito meio Sofia que amanheci hoje e espero passar alguns dias serena assim, pois a tranqüilidade sempre é agradável.

Mulher com flor - Pablo Picasso


Efeito primavera - Vânia Sousa

Três senhoras varrendo ruas
em pleno dia que amanhece,
são mulheres a ocupar o tempo
para ver se delas, ele se esquece...

Nas avenidas, em seguidas ruas
paisagens cintilam em cores férteis,
flores e folhas abraçam o vento
brindando o tempo que não as fenecem...

A primavera marca o retorno
das cores vivas que
resplandecem...

Enquanto altivas, jovens em coro,
suspiram ao ver que
rejuvenescem.

A todos um ótimo final de semana com muita paz!!!

18 setembro 2006

Recomeçando...

De noite na cama - Marisa Monte

De noite na cama, eu fico pensando
Se você me ama ... E quando
Se você me ama, eu fico pensando
De noite na cama ... E quando

De dia eu faço graça
Pra não dar bandeira
Não deixo você ver
De dia tudo passa como brincadeira
Longe de você
Por onde você mora
Pára e se demora
Por hora não vou ter
Coragem de dizer
Mas há de haver a hora...
Se você for embora
Agora
De noite na cama, eu fico pensando
Se você me ama e quando
Se você me ama, eu fico pensando
De noite na cama e quando...

Mesmo estando no começo, que a semana seja breve!!!

15 setembro 2006

Alice Ruiz...

E quem não se inspira ao ler Alice Ruiz? Encantei-me ao ler sua coletânia de hai-kais: Desorientais. Apreciem e, por ventura, inspirem-se:

velha lua
ao ver-me a vê-la
vermelha

Alice Ruiz
maravilha que nos leva
a outro país

Vânia Sousa

Estou melhorando, pero mi ordenador se quedo al carajo...jajaja
Rio para não chorar e passo aqui hoje para desejar-lhes um ótimo final de semana e solicitar votos de boa sorte para a semana de provas que se iniciará neste dia 18/09.
Besos y abrazos, hasta la vista!!!

12 setembro 2006

Dodói...

Estou doente!!!


Como se não bastasse o computador ainda não 100% restabelecido, agora a doente da vez sou eu. Febre, dor de garganta, dor de cabeça, tudo justo agora quando o sol resolveu sorrir novamente para nós e quando também não só os dias, mas as noites têm sido muito agradáveis. Nem tudo é perfeito, não é?
Para não deixar acumular mais dias ainda sem passar por aqui, venho hoje compartilhar com vocês uma linda poesia, ressaltando minha saudade, sintoma que também ajuda a debilitar um coração apaixonado...


CREPÚSCULO - David Mourão-Ferreira

É quando um espelho, no quarto,
se enfastia;
quando a noite se destaca
da cortina;
quando a carne tem o travo
da saliva,
e a saliva sabe a carne
dissolvida;
quando a força de vontade
ressuscita;
quando o pé sobre o sapato
se equilibra...
E quando às sete da tarde
morre o dia
- que dentro de nossas almas
se ilumina,
com luz lívida, a palavra
despedida.


Ahhh... não poderia deixar de mandar um super parabéns para minha querida-grande-amiga Aline, muitas felicidades, saúde, paz, amor e, principalmente, dinheiro no bolso para curtir com amigas assim como eu...hehehe
Feliz cumpleaños con muchos besos y abrazos cariñosos!!!

01 setembro 2006

Para esquentar...

Gente, que frio é esse? Eu já estava toda feliz achando que não ia mais esfriar tanto assim, tô clamando por meu cobertor de orelha, espero que minhas súplicas sejam atendidas!!! Ficar longe não tem a menor graça!!!

Saudade embalada - Vânia Sousa

Abarco ao escuro do quarto,
veloz e grave soa a voz que me chama,
espreito o lugar onde vou me deitar,
me guio ao pressentir o arrepio,
ao toque suplico: me tome...
à carne imploro: me talhe...

Tensão ao pressentir proximidade,
concretizar tão esperado reencontro,
o prazer desfalecerá todo meu ser,
perpetrado e imerso em cheiros teus,
os sentidos aguçando minha vontade são
sensações que embalam minha saudade...

Súplicas atendidas: adivinhem quem chega hoje?!?!
Beijos a todos e um ótimo final de semana!!!